Blog Poemas do Wlady


21/04/2007


ALMA                           

 

 

 

Eis uma alma que passa

pela Terra

pelos séculos XX e XXI.

 

Entristecida

das atitudes dos homens

Sobrecarregada de ilusões

Monologando com a pluralidade

Divergindo com seu tempo

Pendente numa face morena-clara

de olhos cor do mar em ressaca

e na rua, a caminhar,

a ressuscitar seus mortos.

 

Uma alma serenizada tanto

quanto uma entrada de primavera,

 

Uma alma insubmissa tanto

quanto um ciclone

em busca

de um lugar

comum.

 

 

Escrito por Wlady às 15h07
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CONTRASTE                      

 

 

Sinto o perfume das rosas

sinto a fumaça das fábricas

sinto poemas e prosas

sinto enfim

a engrenagem a girar

e você meiga

tão longe

e tão perto de mim.

 

No entanto

resguardo-me tanto

que tanto, tanto me exponho;

apaixonado -suponho-

pelo teu encanto

e a gritar noite adentro:

- te amo tanto, meu amor!

no instante em que te repudio.

 

E vendo que tudo é belo

como um eclipse em deserto luar,

e vendo que tudo é sóbrio

como maula em fim de noite,

posto-me em teus seios

que me contagiam com o doce contraste

das estrelas

e das musas

em devaneios.

 

 

 

 

 

 

Escrito por Wlady às 14h56
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07/04/2007


PALAVRAS

 

 

 

 

Esperança

é esperar.

 

 

Paixão

é obsessão.

 

 

Amor

não pode ser dor.

 

 

Viver

é realizar

é eternizar

os momentos

vividos.

 

Amor só é bom

quando correspondido !!

Escrito por Wlady às 15h19
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DESAMOR

 

 

Caminhei na escuridão

da imensa sala

prisioneiro

de antiga relação.

 

O som do cantar dos grilos

sem parar

alimentou minha nova decisão.

 

Forjar o amor eterno

é paterno demais,

e nem os animais o fazem

por toda a vida.

 

Separar almas partidas

é a saída

para a nova felicidade,

não importa a idade,

o que vale é a esperança

da liberdade de existir.

 

Poder agir em paz

com a consciência,

e amar sem parar pra pensar!

 

Caminhar na escuridão,

espantar a certeza de ser

prisioneiro

de um desamor,

refém do desencanto

visível nos olhos, na alma...

 

Caminhar em direção absoluta

ao novo desejo impregnado na vida...

este é o dilema,

o caminho

a seguir.

 

 

 

Escrito por Wlady às 13h50
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DESCULPE  MEU  EGOISMO!

 

 

Desculpe meu egoísmo

de só pensar na minha felicidade

no meu prazer, na minha alegria,

sem pensar se você estará feliz

e alegre ao meu lado,

sem pensar no seu prazer ou não

de estar comigo.

 

Desculpe o meu  egoísmo

de pensar o tempo todo em mim

pensando que estou o tempo todo

pensando em você!

 

Desculpe se exijo tua paixão

teu amor, tua dedicação

como se desse uma ordem

sem verificar teus sentimentos

tuas necessidades, tuas ânsias...

querendo te escravizar

neste meu

suposto amor.

 

Desculpe-me

por mais esta dor!

 

 

 

Escrito por Wlady às 13h28
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O VELHO GRANDE DO SUL

 

 

 

O velho grande do sul

sangra de emoção

em seu galope silencioso

pelas coxilhas do pampa

-seu habitat natural e eterno-

enquanto o rosto rude

estampa a melancolia

dos homens solitários por natureza.

 

O velho grande do sul

sem muito sucesso na vida

vira a página todos os dias

sendo protagonista real

de sua história real

sem mística, sem mitos,

com ritos de um cotidiano

que se esvai ano a ano.

 

O velho grande do sul

resiste ao tempo

e serve de exemplo

para os jovens grandes do sul

que embriagam-se com a modernidade.

 

E calado,

olhos no horizonte,

reflete a esperança. 

 

 

 

 

 

 

Escrito por Wlady às 13h24
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OUTRA DO AMAR

 

 

Amar é vital

para o ser humano.

É como a água, o ar,

o sono, o alimento...

a sombra...

 

Os revolucionários

os céticos

os radicais

os ateus

também amam

e se derretem de amor

por uma mulher amada

 

pois quem não acredita no amor

é porque não foi

devidamente

amado.

Escrito por Wlady às 13h18
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SEGREDO

 

 

Os teus cabelos e a pele de teu pescoço me fissuram.

É uma coisa antiga, inacabada, incompleta...

O corpo treme quando te vê.

O corpo que vai sumir.

 

A alma que não entendemos

A paixão fantasiosa e inconcebível

Ficam abaladas.

 

Quero teus beijos

Tuas mãos, teu sexo

Teu segredo, teu sorriso

Tua angústia, tua compreensão

E teu silêncio.

 

Apenas os olhos falam

Apenas a poesia desvaira

Apenas o Eu confuso

Em busca

De novas

Solidões.

 

 

 

 

 

Escrito por Wlady às 13h14
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21/01/2007


Olhai os temporais

 

 

Da sacada da minha casa nova

Eu vejo o prédio da biblioteca pública

Eu vejo o campo de golfe

O aeroporto, as palmeiras gigantes

Eu vejo o casario das vilas ao redor

Eu vejo as ruas da cidade e os ipês.

 

Da sacada da minha casa nova

Eu assisto ao espetáculo dos temporais

Com suas nuvens negras e carregadas

Seus trovões assustadores

Seus relâmpagos que cortam o céu

E iluminam a escuridão da noite chuvosa.

 

Da sacada da minha casa-alma

Enxergo as brumas da solidão

Entrando com o ano novo.

Sinto uma sensação coletiva de vazio

Uma esperança relevante de amor

Ao som do vento

e dos pássaros.

 

 

 

 

(Rosário do Sul, RS, BR, janeiro de 2007.)

Escrito por Wlady às 11h56
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O POETA WLADY

 

 

            O poeta Wlady, na verdade, se chama Vladimir Cunha dos Santos e nasceu em Rosário do Sul dia 14 de setembro de 1964, filho dos comerciantes Galileu Lemos dos Santos e Yolanda Cunha dos Santos. Escreve desde os 12 anos e já publicou 7 livros, além de participar de 5 coletâneas. Tem na gaveta 3 romances escritos e prontos para publicar, além de centenas de poemas e crônicas inéditas. Estudou Letras na Unisinos e viajou pela Europa para pesquisas, morando em Lisboa e se deslocando para as cidades portuguesas de Almada, Coimbra, Sintra e outras. Também visitou várias cidades do norte da Espanha, como Salamanca, Valadollid, Bilbao e outras na região dos Bascos, penetrando pelo território francês onde permaneceu em Paris por vários dias visitando museus e observando aspectos da vida cotidiana do povo e do ambiente da cidade luz. Passou um período em Buenos Aires, Rio de Janeiro, Porto Seguro, Foz do Iguaçu, Angra dos Reis, Parati, Brasília, Gramado, Canela e outras importantes cidades que o inspiraram para escrever suas crônicas e poemas que hoje fazem parte de sua antologia.

Como profissional é jornalista e empresário, diretor de vários jornais da região, tendo sido fundador dos periódicos Notisul, Gazeta de Rosário, Folha Rosariense, Folha de Cacequi, Folha de São Vicente, Gazeta Gabrielense e Folha Alegretense, veículos da Rede VCS de Jornais, sendo ainda responsável pela edição de vários jornais e revistas de cunho literário e cultural.

           Foi presidente da Casa do Artista Rosariense, da Comissão de Ética da Associação dos Jornais do Interior do RGS (Adjori) e é membro da Associação Brasileira de Jornais do Interior (Abrajori). Foi por duas gestões presidente da Associação de Jovens Empresários de Rosário do Sul (Ajer), quando se destacou pela realização de 4 expo-feiras do comércio e indústria da cidade. Foi eleito 1º vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de Rosário do Sul (Acir), entidade onde assumiu a presidência em 2004 e implementou diversos projetos do Sebrae e parcerias com universidades da região.

          Atualmente atua como Secretário Municipal da Indústria e Comércio de Rosário do Sul, estando envolvido em vários projetos de industrialização e desenvolvimento do município, através de iniciativas como cursos de qualificação profissional, capacitação empresarial, pesquisas econômicas e sociais, contatos com empresários e execução de projetos de instalação de novas empresas.

          Apesar de sua intensa atividade empresarial, Vladimir dedica um pouco de seu tempo para a emoção e a sensibilidade que a poesia oferece, sempre buscando nos versos o lado filosófico e contemplativo da vida humana.

Escrito por Wlady às 11h54
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O POVO

 

          Wlady – Vladimir Cunha dos Santos

 

 

 

O Povo da Floresta

Protesta!

 

O Povo do Serrado

Desesperado

Reza!

 

O Povo Urbano

Cosmopolita

Mundano

Só vê a vida passar

Ano a ano.

 

O Povo Brasileiro

Inteiro

Joga todas as esperanças

E desesperanças

Nas urnas

 

E sonha

Com fortunas.

 

Escrito por Wlady às 11h07
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POEMA DE INTERNET

 

   Wlady – Vladimir Cunha dos Santos

 

 

 

Entro no chat ou no MSN ou Orkut

E encontro minha parceria virtual.

Comentamos o mundo louco dos homens

As corrupções dos políticos

A violência das cidades

A luta no campo das idéias

A luta no campo por terras

Comentamos sobre o amor

Interligados por computador.

 

Vc também quer tc?

Naum interessa o papo?

Desaparece

Pra nunca mais

Ser conectado

Na mesma sala

No mesmo provedor.

 

Vamos para os sites

Viajar pelo mundo

comunicação imediata

que arrebata a imaginação.

Milhões de internautas

Se cruzam

em apoteótica

alucinação.

 

Escrito por Wlady às 10h49
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                        NOVOS  TEMPOS

 

Wlady – Vladimir Cunha dos Santos

 

 

Meu som divaga

Nos fluídos dos meus sonhos,

Meus pés resvalam

No subproduto humano

Que nos tornamos

E tudo é natural

No nosso tempo

No nosso modo de ser.

 

Quero um novo beijo na boca

Uma nova emoção no peito

Uma tarde inteira para amar

Entre as relíquias do meu baú

Entre as meninas da minha escola.

 

Quero uma sacola

Para ir correndo

Ao supermercado

Do amor.

  

 

Escrito por Wlady às 10h48
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HUMANIDADE

 

  Wlady – Vladimir Cunha dos Santos

 

O Planeta envelhece

A cada segundo

A cada minuto

A cada hora

A cada dia que passa

A cada ano

A cada século

E a humanidade

Amadurece.

 

Porém a violência

Cresce

Nas entranhas do homem

Que perece

Entre uma e outra guerra

Na Terra.

 

Porque matar semelhantes?

Porque extinguir a vida alheia?

Porque se envolver com a maldade

Na teia do crime?

Será por vaidade?

Será por ambição?

Será por sede interminável

De ter mais dinheiro e  poder?

 

O Planeta envelhece

A humanidade amadurece

Novas tecnologias surgem para o bem e o mal

A ciência avança para curar doenças

Porém  o homem animal

Continua a matar

Inocentes e desprotegidas

Crianças.

 

Escrito por Wlady às 10h39
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20/01/2007


NOITE FRIA DO PAMPA

       

  Wlady – Vladimir Cunha dos Santos

                    

 

Canta em mim uma alma

E eu pergunto

Se há alma em mim

Ou em alguém.

 

Canta algo

No vento que sopra

Rente a meus ouvidos

E uivos me chegam

De longe

Na noite fria do pampa

No brilho da lua gigante.

 

Ah, meu Deus Insuperável!

Meu Deus Indefinível!

Mostra-se pra mim

De qualquer forma,

Acorda minha fé

Adormecida pelos séculos,

Transpõe a lógica

Que me conduz

Nestas noites frias

Do pampa

que me pariu.

 

Faz frio!                                   

 

                                      

 

 

                                              

Escrito por Wlady às 17h52
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